quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

ENCONTRO COM GODORAR

ENCONTRO COM GODORAR


E Por fim decidiram se separar por hora, enquanto seguiam passagem por o que mais parecia um calabouço ficaram de guarda o “Elfo Vion, Clérigo de Tenebra”, o “Elfo Mirrael, seguidor da Deusa da magia Wyna” e o “Druida Malfurion” a espera de algo, e não demorou para o ocorrido...
Já seguindo passagem por o que agora mais parecia uma mina o Anão Arduin Ronnin, o Orc “Greed” e o Elfo “Robin” deparam-se com uma abertura por aqueles tuneis estreitos com algo peculiar, o que os chamara atenção era a o tamanho do que eles imaginaram ser a pata de uma aranha que obstruía toda a passagem, então se ouviu:

- Elfo – com um tom de grito dizia o Anão – chame os outros!!!
- Mas tem um “negocio” ali na porta – Insistia o Elfo.
- Eeeelfo – Retrucou o Anão – Chame os outros!
- Mas... – Antes mesmo que encontrasse palavras para se explicar o Anão voltou a dizer.
- EEEEEEEEEEELFO!!!
- Tá, tá, tá... – E como um solstício de inverno o Elfo some sem deixar rastros no ar.
Aproximando-se da portinhola os que estavam de guarda se espantam como o Elfo aparatando diante de seus olhos com uma cara de assustado e com palavras que não se conseguiam entender o motivo.
- O Anão disse... A passagem... Aí deu tudo... E... E... E...
Não se precisava mais explicações, a terra começou a tremer e logo os quatro saíram do recinto vendo a tudo começar a desmoronar diante seus olhos. Toda a fazenda afundara junto com as plantações e antes mesmo que pudessem ser engolidos pelos destroços:
- Que tudo se conceda pela magia. Que toda vontade se faça por tua vontade. Transporte de LUZ – já finalizando com as palavras o jovem Elfo Mihael gesticula e uma onda de luz toma forma de um globo envolvendo aqueles que estavam ali contando com a sorte para fugir do que se parecia impossível. Então olhando já de dentro do globo, os quatro membros viram sair dos escombros o que parecia ser ainda mais milagroso, o Anão e o Orc se espremendo por rochas que continuavam a deslizar, e com uma velocidade extrema o globo de luz desceu até onde os dois estavam em busca de alcança-los e traze-los para dentro do globo onde estariam mais seguros.
Aparentemente protegidos no globo flutuante de luz, agora todos juntos, viram do que se tratava o terremoto e todo o deslizamento do que antes era a fazenda. Agora com forma gingante, uma aranha tomava de conta de toda a extensão de terra que “Eles” haviam vindo buscar informações. A dimensão da criatura ia até onde os olhos poderiam enxergar e suas patas que agora estariam por fim toda de fora da terra alcançaria onde eles estavam em questão de tempo, viram que ali já não era o lugar seguro e nem mais o mais sensato lugar para se ficar próximo. Foi quando o Druida disse:
- Essa Criatura não é para gente, temos de ir o mais rápido possível – Falou com um ar de assustado sem tirar os olhos do que vira a sua frente.
- Devemos nos afastar – Falou com a voz tremula o Clérigo que por mais obscuras intenções tivesse naquele momento parecia mais um feixe de luz de tão pálido que se encontrava.
Antes que qualquer um pudesse dá mais uma opinião, ouviram:
- Vamos atacar!!! – Ao mesmo tempo já com o Martelo e o Machado em mãos o Orc e o Anão se entreolharam e sorriram.
- Eu acho que consigo matar ela aqui de cima – Falou o Elfo já com uma ou duas flechas em punho de seu arco e sorriu.
- Vocês acham mesmo que podem? – Virou Mihael a perguntar olhando para os três.
- Vocês só podem está loucos se acham que podem enfrentar uma criatura dessas. Devemos fugir ou iremos todos morrer, não farei parte dessa insanidade – Disse o Clérigo.
- Não seguirei para a morte junto de vocês se é o que desejam – O Druida se pronunciou – Seguirei com o Clérigo, aquele que desejar viver que nos siga.
- Se desejam mesmo ir, que vão, ficaremos aqui e desviaremos essa criatura da cidade – O Anão já virando para o jovem Mihael acenou com a cabeça como que dissesse “ponha-nos no chão”.
Todos já decididos de suas atitudes colocaram os pés no chão. Já de costas um para o outro o Anão e o Clérigo se entreolharam e com um olhar de despedida seguiram seus caminhos.
Um estrondo separou o calmo e sereno luar para o que mais tarde se tornaria a maior batalha que já vivera em suas vidas. Um ar de temor tomou conta de suas faces, todos os que haviam ficado sabiam que ali poderia ser a ultima vez que lutariam juntos, e que se sobrevivessem nem todos sairiam como haviam entrado. Um grito quebrou o silencio e o gelo de seus movimentos, o Elfo tomou a iniciativa em batalha empunhando duas flechas em seu arco e as disparou contra a criatura, antes mesmo que as tocassem surgia o Anão com seu Martelo já brilhando o que mais parecia ser um ataque combinado. Então se ouviu um segundo estrondo, aquilo era a voz monstruosa da criatura rasgando os céus, se sentira dor, ainda não se sabia, contudo, pra ela aquilo era a exata localização dos que a ameaçavam.
Então todo o combate tomou forma, estavam todos ali prontos para a batalha até mesmo a imensa criatura. Mais uma vez o Elfo toma a iniciativa disparando mais duas de suas flechas na criatura, contudo, não pareceu surtir efeito algum sobre sua pele grossa que mostrava ser eficaz para proteção. Antes mesmo que o Anão pudesse fazer seu movimento a Aranha mostrou não apenas possuir tamanho e força mostrou-se veloz e em um ataque que de nada o Jovem Anão poderia se resguardar foi ao chão. E um segundo estrondo rasgou os céus. Agora com o que mais parecia um canto de vitória a criatura rugia para que todos que ali presente estavam pudessem vê a dimensão de seu poder.
Com um rápido movimento o Orc toma a frente do corpo já caído do Anão no intuito de proteger a espera que o mesmo ainda respirasse. O jovem Elfo Mihael ao vê a cena que se passava diante de seus olhos não mediu esforços e também fez seu movimento:
- Que por estás mãos possa elevar todo o poder ao absoluto, toda a criação surja diante de teu poder, que por Wyna toda a vontade se manifeste. Luz Divina. Brilho dos céus. Espectum Luminus Trianctum Maxima... PROTEÇÃO SUPERIOR!!! – Dita essas palavras pelo jovem Mihael a noite não alcançava aquele local, a escuridão que ali tomava de conta agora se manifestava pela luz emitida pelas mãos do Elfo e surgia dos céus um ser coberto por uma armadura translucida e se separou no ar dando espaço para o que mais parecia ser uma invocação divina e contemplou o Guerreiro Orc envolvendo-o como um manto celestial tornando-o assim um Guerreiro de luz translucido.
Sem demora vendo toda aquela manifestação que o chamara a atenção a Criatura logo disparou mais um de seus mortais ataques, ao que até então parecia, contra o Orc. O guerreiro de aguardou com receio e imaginou se seria capaz de segurar tamanha emanação de poder. Ao chocar-se contra sua proteção todo o chão estremeceu e uma cratera se formou em sua volta, dali não se via mais o Orc, apenas aquela gigante pata que tomou de conta de toda a cratera ali feita.
Vendo, agora de cima, o Elfo aparatou nos céus e mais uma vez disparou uma rajada de flechas contra a criatura que mostrou ter uma resistência equivalente a seus ataques.
E mais um estrondo cortou o silencio do céu, agora sob a pata da aranha um brilho de luz emanava com grande intensidade, todo o chão começou a estremecer e Aranha começou a ser alavancada do chão e de lá surgia, agora com um sorriso no rosto, o Orc com seu antebraço erguendo todo aquele peso. Não fora a criatura que havia feito a cratera e sim o Orc emanando tamanho poder de proteção, não se via um único arranhão em seu corpo ou até mesmo uma única gota de suor que pudesse demonstrar fraqueza. Então surgia por trás do Orc o que parecia ser mais uma vez o Anão, vivo, com marcas de sangue em seu corpo, não parecia está em seu melhor estado, contudo nunca havia se sentido tão vivo.
Os quatro se entreolharam e sorriram e sentiram o arrepio em suas peles, agora não de medo, dessa vez sentiram um arrepio de gloria, foi quando o Orc disse:
- Todos!!! Atrás de mim – Ele mostrou confiança naquele momento e todos acreditaram, aquelas palavras pareciam mais uma marcha de coragem dita por um general e assim o fizeram.
E uma chuva de golpes foi disparada contra a Criatura e a mesma contra aquele imenso paredão que era o Orc que mais parecia intransponível. Os jovens lutavam de uma forma que uma musica orquestra os seus movimentos, todos alinhados esperando a hora de se encontrarem naquela sinfonia e realizarem seus melhores golpes e assim se seguiu por mais um tempo até que com um único movimento o Elfo, o Anão e o jovem Mihael se encontraram em seus caminhos e juntos desferiram uma tempestade de golpes contra o alvo que mais parecia indefeso naquele momento. O jovem Elfo correndo sumia deixando suas pegadas e aparatava no ar disparando mais uma de suas rajadas de flechas enquanto o Anão brandia seu martelo rodopiando e acertando o alvo com um golpe que mais não parecia surtir efeito tendo em vista o tamanho do monstro e o Mihael com agora suas mão cobertas por flash’s de luz que emanavam até se tornarem trovões e alcançarem a criatura que ao se deparar com demasiado ataque arquejou de dor. Ao contrario do que imaginação a Aranha se mostrou ainda mais forte e não sucumbiu ao ataque dos jovens e logo voltou a desferir golpes sobre o Orc que de nada adiantava e gargalhava vendo tamanho poder parar diante seus braços.
A noite pesou sobre os guerreiros e após varias movimentos a luta parecia não possuir fim, viram que não se tratava de uma criatura qualquer, aquilo era algo mais, algo que se soubessem desde o inicio talvez não estivessem ou não permanecessem para lutar. Se soubessem que ali se tratava de “Godorar - Deus menor das Aranhas”, talvez não repensassem suas atitudes. E assim se prosseguiu o combate, o Orc parecia mais uma barreira impenetrável para Godorar e o jovem Arduin seguia desferindo seus ataques, foi quando o Elfo sumiu diante de seus olhos, não para suas frentes como de costume, o Elfo sumira de vez. Por mais algum tempo seguiu a luta incansável, quando um estrondo os chamara a atenção, seguido de um grande rugido de dor de Godorar e uma explosão que vinha do alto manifestando-se com labaredas de fogos que mais pareciam línguas vivas nas costas de Godorar, foi quando os três se viram:
- O Elfo! – Com um tom de preocupados pensando em qual insanidade o mesmo havia feito dessa vez.
Aquilo parecia não funcionar, Godorar se mostrou ser um real Deus Menor de Arton e mesmo os vários disparos feitos pelo grupo não parecia surtir efeito. Em mais um de seus movimentos interrompidos pelos Orc, agora sem o Elfo (Só os Deuses sabiam o que o mesmo estava a fazer) sincronizaram seus ataques que se mostrou mortal, entretanto, mortal para um deles, Godorar parecia sentir os ataques realizados, contudo aquilo não o desmotivou a continuar atacando e em uma falha de movimento uma de suas patas encontrou o Anão que fora atravessado e erguido no ar com sua pata encravada em seu corpo o que mais parecia um troféu.
O início do fim estava próximo, com a queda do jovem Anão, Mihael, para poupar energia com um gesto de mãos dissipou a grande armadura que envolvia o Orc deixando-o assim por sua conta e contando com a própria sorte. A queda do jovem Arduin não desmotivou aqueles que ali estavam, continuaram a disparar ataques continuamente assim como também Godorar que agora sentia o suor escorrer por entre o corpo do Orc que já mostrava sinais de sangue e cansaço. Depois de mais um longo capitulo de movimentos e sorte também, tudo aquilo tomou outro rumo, agora, a criatura começava a diminuir. Todos imaginaram que estavam próximo do fim foi quando perceberam que a Criatura tomava forma humanoide, o que mais aumentou o medo que agora estivera em seus corações.
De corpo curvado com aparência humana e com patas que surgiam de suas costas, pele branca e uma cabeça que não possuía cabelo algum tomou forma. Aquele era Godorar em sua forma humana. Os quatro se entreolharam, foi quando o Elfo mais uma vez aparatou diante seus olhos e Godorar deu as costas para seus inimigos que ali estavam.
Sentiram que estava tudo acabado, a criatura estava fugindo, eles haviam derrotado, foi quando o Elfo surgiu em sua frente disparando contra Godorar que não teve chance alguma de esquiva, e quando menos percebesse o Orc se erguia por trás com seu machado em mãos rangendo os dentes para acerta-lo. Afastando-se dos que ali o cercavam, agora mais atento que os que o ameaçavam ergueu um dos braços e murmurou:
- Celebre a escuridão de sua vida, Crânio Voador de Vladislav – Então duas caveiras tomaram forma no ar surgindo assim da escuridão. Um calafrio passou por aqueles que ali presenciaram o que se deu a seguir. Antes mesmo que se antecipasse do ataque o Orc viu a bizarra forma que Godorar tomou, mudando sua face como se criaturas quisessem se libertar de uma prisão espiritual em seu corpo.
Já chocando-se contra os crânios que os atingia o Orc de peito aberto sorrindo vira para o já normal Godorar e diz:
- Mas forte bastardo. Isso é tudo que tem?!
Sem pestanejar o Elfo se prontifica com mais duas de suas flechas contando com a distração do Orc para atingi-las com precisão, contudo Godorar já ciente de sua localização as desvia com êxito como se não fossem nada. Virando para o Orc ergue dois de seus braços e investe em direção a Greed, agora executando uma manobra de combate corpo a corpo o qual o Orc não foi tão feliz quanto ao primeiro ataque e lembrou-se do peso das palavras que citou a um instante atrás. O Elfo mais uma vez some sem deixar rastros de sua localização deixando assim o Orc junto do Mihael a sós com o inimigo quando o mesmo se vê cercado e mais uma vez murmura palavras e invoca o nome dela:
- TENEBRA... Peço-te... Que toda a escuridão caia diante os olhos de meus inimigos, CEGUEIRA! – E tudo começou a ficar escuro, parecia que as trevas haviam tomado suas visões, todos que ali estavam se viram apagar e a luz se esvanecer de seus olhos.
Então se passou um curto tempo, que mais pareceram ser horas sob a tensão da criatura ainda está presente ali. Então se ouviram vozes, algumas familiares já outras nem tanto e quando perceberam suas visões começaram a voltar e diante de seus olhos longos cabelos brancos sob um manto e uma voz atrevida que se mostrava vir de longe de um rapaz que erguia em suas mãos um objeto estranho e se vestia de maneira peculiar. Sabia-se que ali já não estavam mais em perigo e a presença daquele homem de cabelos brancos passara total certeza de que estariam seguros.

Aquela noite ficou marcada para os que haviam sobrevivido, e como imaginaram nem todos saíram vivos ou não saíram como havia entrado. Marcas foram deixadas nessa batalha, marcas para o bem, para se fortalecerem e se voltarem a encontrar quaisquer mal que possam juntos derrotar. Pois nesta noite provaram que podem ser muito mais do que são.

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